Tecnologia
VARzea

O árbitro de vídeo, ou VAR (Video Assistant Referee),
surgiu no mundo do futebol como a solução para os problemas de erros de arbitragem.
Inspirado em tecnologias como as usadas nos desafios de Tênis de campo e
Voleibol, trata-se de um árbitro e um assistente de futebol que, juntamente com
técnicos de televisão, analisam e reveem os lances polêmicos ou capitais dos
jogos em monitores a partir de imagens de diversos ângulos diferentes.

Em caso de uma decisão distinta da acontecida no campo, o
árbitro de vídeo se comunica com o árbitro principal através de um fone,
podendo o mesmo ir rever o lance em uma TV para chegar a uma conclusão correta.

A nova tecnologia tinha tudo para acabar com as
discussões de arbitragem e as reclamações de torcedores. Na Europa, onde foi
instalada primeiro, correspondeu. Já no nosso querido Brasil, onde quase tudo é
diferente, o VAR está criando mais polêmicas e, além de tudo, atrasando os
jogos e os deixando mornos.

O VAR está transformando o futebol profissional brasileiro
em uma verdadeira várzea. Ou melhor, VARzea.

Foto: Heitor Feitosa

Isso porque, ao invés de investir em treinamentos para os
árbitros, em padronização de interpretações dos lances e em uma fiscalização
rígida, a CBF focou em simplesmente instalar o VAR em quase todos os estádios e
competições, sem antes se preocupar se o mesmo funcionaria e se seria realmente
útil para nosso futebol.

Uma tecnologia como essa, exige árbitros nivelados e com
respaldo, sem medo da decisão correta ou com vontade de se aparecer. Além do
mais, devem ser instruídos a interpretar as regras do futebol de maneira
parecida, para que lances polêmicos não se tornem uma decisão meramente da
vontade do árbitro, onde são afetados pela pressão da torcida da casa e até
mesmo dos jogadores. Se for pra decisão não ser justa e de entendimento de
todos, é melhor não ter o VAR.

Incluindo o Corinthians no assunto, o time alvinegro vem sendo
prejudicado pelo VAR em diversos jogos, como na final da Copa do Brasil de
2018. Não foram marcados lances claros a favor do time e marcados os duvidosos
contra. Além de todos os erros, o árbitro de vídeo ainda não tem preparo para
ser rápido, deixando longos espaços de 3, 4 ou até 5 minutos sem futebol no
meio dos jogos. Isso, geralmente, quando algum time está embalado.

Com toda essa polêmica em torno de nosso querido VAR,
acho correto comparar o mesmo com uma arma de fogo. É poderosa, pode mudar o
destino de muitos. Mas nas mão erradas ou com pessoas despreparadas, podem destruir
e causar grandes estragos.

Para concluir: eu acredito no VAR. Eu não acredito é na
competência dos árbitros brasileiros e da CBF.

Com VAR ou sem VAR, a questão é que seguimos em frente,
com o Corinthians, com muito amor, até o fim!

Contra tudo e contra todos!

#VaiCorinthians

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