Jogadores do Corinthians comemoram título inédito da Libertadores da América. Foto: Helio Suenaga/LatinContent/Getty Images.

Há exatos sete anos, o Corinthians vencia o Boca Juniors pelo placar de 2×0 e sagrava-se campeão da Taça Libertadores da América de 2012. Um título inédito para o clube e que veio de forma invicta, com oito vitórias e seis empates durante a competição.

É fato que aquele time não foi dos melhores da história do clube. A equipe tinha problemas principalmente no ataque. Liedson, que era o comandante da linha de frente corinthiana, já não estava em sua melhor forma física. Adriano, que havia sido inscrito na competição, foi dispensado do clube logo na primeira fase. Elton, que era reserva imediato, pouco fazia quando entrava em campo. Por esse motivo, Tite optou, no meio do torneio, abandonar o esquema com centroavante, fazendo com que Danilo, Alex e até Paulinho revezassem na posição por diversas ocasiões.

Por outro lado, a defesa foi importantíssima para a conquista. Chicão e Leandro Castán, protegidos por Ralf, foram regulares durante toda a competição.

Mas, com toda a certeza, afirmo que a raça e o espírito corinthiano foram o principal trunfo da equipe liderada pelo técnico Tite. Logo na primeira partida, o time foi buscar o empate no último minuto, com o volante Ralf, de cabeça, na Venezuela contra o Deportivo Táchira.

Ralf comemora gol de empate contra o Deportivo Táchira pela Libertadores da América de 2012. Foto: Uol Notícias.

Durante toda a competição, era nítido que a equipe se sobressaía muito mais na raça do que na técnica. As partidas de ida e volta contra Vasco, nas quartas de final, Santos, que havia sido campeão no ano anterior, na semi e Boca Juniors, na final, foram de momentos de tensão e sofrimento do início ao fim.

Após isso, o Corinthians até montou times competitivos, como os de 2013, 2015 e 2017, mas não conseguiu mais alcançar o nível de competitividade numa competição continental como foi em 2012.

Não se vê mais um Jorge Henrique, que sacrificava a técnica para ajudar na marcação, ou então um Paulinho, que corria o jogo todo e ainda tinha fôlego para mais 90 minutos.

Os jogadores e comissão técnica do atual elenco deveriam aproveitar a data comemorativa para assistir todos os lances daquela competição. O que se vê hoje em dia é um time sem raça, sem poder de reação e sem um padrão fixo de jogo.

Alguns jogadores chegaram até a criticar as recentes atuações da equipe. Talvez o problema não esteja na técnica, que aparentemente alguns jogares do atual elenco possuem, mas sim na raça aplicada em campo e na vontade de vencer.

O atacante Mauro Boselli afirmou em entrevista à beira do gramado que o time não vai vencer nada se continuar com as recentes más atuações. Foto: Uol Esporte.

O Corinthians entra em campo hoje às 21:30, em amistoso diante do Vila Nova, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia. No primeiro amistoso durante a parada para a Copa América, a e equipe de Fábio Carille foi superada pelo Botafogo-SP, em Ribeirão Preto, pelo placar de 2×1.

 

3 COMENTÁRIOS

  1. Excelente texto. Não cobramos os melhores jogadores, mas esse espírito nunca pode morrer. Eu fico p da vida vendo um jogador perder a bola e voltando andando.

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