O martelo foi batido e, a partir de 2021, o Mundial de Clubes mudará de formato. Ao invés de ser uma disputa anual, passará a ser jogado de quatro em quatro anos por nada menos que 24 equipes. Embora a decisão recém tenha sido tomada pelo Conselho da Fifa, é possível já se projetar uma competição milionária.

Ainda em 2018, quando não se tinha a confirmação desta alteração no calendário, falava-se que o clube campeão poderia faturar até US$ 30 milhões, o que na cotação atual equivale a cerca de R$ 117 milhões. Para se ter uma ideia, em 2017, o ?Grêmio, último brasileiro a disputar o Mundial, perdeu a final para o Real Madrid e viu o poderoso time espanhol embolsar somente US$ 5 milhões (R$ 19,5 milhões). Ou seja, o cenário que se projeta é bem mais grandioso.

Claro, para um clube europeu a Liga dos Campeões ainda é considerada bem mais atraente, pois garante um aporte de cerca de R$ 200 milhões ao campeão. Porém, para os brasileiros, o novo Mundial tem tudo para garantir bons frutos, embora a Conmebol tenha lutado para continuar com a disputa anual (daí, com 12 times). Em 2018, por exemplo, o ?Palmeiras, clube que é tido como o mais rico do País, teve uma arrecadação recorde de pouco mais de R$ 688 milhões. Pensando no futuro, os R$ 117 milhões do prêmio para o campeão mundial já corresponderia a pouco mais de um quinto de todo este faturamento anual – afora a valorização da marca e dos jogadores.

Claro, aos poucos tudo vai ficando mais às claras. Segundo a Fifa, para que o torneio seja economicamente viável, é preciso que gere entre US$ 650 milhões e US$ 1 bilhão em receita. Mas isso não deverá ser problema. No ano passado, já havia a informação de que existia uma proposta de estrondosos US$ 25 bilhões para vender a organização da competição. É, trata-se de um evento que tem tudo para ser gigante, mesmo que tenha gerado severas discordâncias.

Fonte: 90 min

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