Mauro Boselli tem contrato com o Corinthians até o fim de 2020, mas usará o mês de dezembro para avaliar se continuará na equipe no ano que vem.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, véspera da partida diante do Athletico, o argentino deu uma entrevista cheia de sinceridade e não garantiu que seguirá no clube em 2020.

Neste ano, é bom lembrar, ele ainda não conseguiu virar titular absoluto. Nesta quinta, às 19h15, em Itaquera, ele voltará ao time titular diante do clube paranaense.

– Faltam muitas rodadas ainda para o campeonato, vou fazer uma avaliação, não apenas futebolística. No futebol é normal jogar algumas e não jogar outras. A avaliação é geral, inclui a vida pessoal. Minha família também. Tenho que pensar em tudo, a vida não passa apenas por futebol, há muitas coisas para avaliar. Amanhã temos um jogo importantíssimo, espero que o técnico me dê chance de começar ou que eu entre no segundo tempo. Quero ajudar nos objetivos – explicou o jogador de 34 anos.

– No fim do ano vou avaliar. Hoje ainda não há sentido falar, pois ainda não tenho conclusões.

A chateação de Boselli com a falta de continuidade no time titular é evidente. Ele foi perguntado sobre os motivos para não ser titular. Mas preferiu guardar para si.

– Tenho uma forma de pensar, mas prefiro guardar para mim. Quem pode dar a resposta é o treinador. Mostro desde o primeiro dia que sou uma pessoa que trabalha, treina bem e mostra dentro de campo, e não faço manifestações que possam ser contraproducentes para a equipe. Guardo para mim. Acho que quando entrei ou comecei do início fiz as coisas bem. Quem pode responder é Carille – disse.

Mas outra coisa tem incomodado o jogador: a falta de oportunidades de gols. No ano, ele marcou sete em 38 partidas. No Brasileirão, são três gols marcados em 12 partidas disputadas.

– Creio que pelo grupo que temos e pela qualidade, podemos jogar muito melhor. Mas é questão de melhorar, de potencializar o que temos de bom, temos força defensiva é algo importante, mas temos que melhorar a chegada ao gol. Não temos mais de cinco gols os jogadores ofensivos na frente (no Brasileirão), não lembro se perdemos muitas oportunidades de gol. Temos que melhorar muito.

No Brasileirão, o Timão fez 25 gols em 23 partidas. Ele não soube explicar o motivo dos poucos gols.

– Tem que perguntar ao treinador (os motivos). Os atacantes dos outros times têm três ou quatro chances. Aqui não tenho. Não passa pelo nome, eu, Love, ou Gustavo, mas pelo esquema e funcionamento, do time ser mais ofensivo – declarou o jogador.

A pouca eficiência ofensiva do Corinthians também tem incomodado Fábio Carille. Ao portal Globo Esporte, ele admitiu que pode ir à Inglaterra em dezembro para observar treinos.

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