O Corinthians empatou com o Fluminense no Maracanã por 1 a 1 e se classificou para a semi-final da copa Sul-Americana pelo gol marcado fora de casa.

Apesar da classificação em dois jogos muito brigados, grande parte dos torcedores criticaram a postura do time, principalmente na etapa final.

O principal ponto abordado é o fato de o treinador Fábio Carille ter substituído, na visão dos críticos, muito mal. Esses mesmos disseram que o técnico colocou mais dois volantes no lugar de dois atacantes e terminou o jogo com um time com 4 volantes, o que teria ‘chamado’ o adversário para nosso campo de defesa.

Essas críticas e reclamações exageradas me incomodam e, como não posso fazer nada, minha única alternativa é escrever sobre. Aproveitando o jogo contra o Fluminense (ou FluminenCe, como queiram), vou tentar fazer o papel de ADVOGADO (espero que tenham entendido o trocadilho) do Carille e defender suas escolhas. Vamos lá.

Essa mesma situação dos supostos quatro volantes aconteceu já contra o Internacional e foi sim uma atitude acertada. Digo supostos porque o único ali que realmente é volante é o Gabriel. Sim, isso mesmo.

Junior Urso é considerado segundo volante, mas na maior parte do jogo se destaca pelas chegadas à frente. Não apenas como Elias, Cristian ou mesmo Renê Junior já fizeram no clube, mas como um meia que também triangula e busca o último passe. Sabe marcar, mas não é sua principal função.

Já a respeito de Matheus Jesus, começo destacando sua própria atuação nas oitavas de final, no Uruguai, onde mostrou que não é nem um pouco volante. Assim como Urso, faz o papel de meia que carrega a bola e busca até mesmo a armação de jogadas. Se pararmos para olhar o jogo de hoje, podemos ver ele diversas vezes ocupando a ponta esquerda.

Com sua velocidade e estatura, além da falta de opções mais ofensivas no banco e seu poder de marcação, sua entrada foi uma ótima alternativa ao cansado Clayson. Vital, esse sim ainda mais ofensivo, ocupou o lugar do atacante. A formação corinthiana permaneceu a mesma, apenas com peças diferentes.

Agora o mais criticado: Ramiro. A primeira coisa que tenho pra dizer é que o gaúcho não é nem de longe um volante. Quando atuava pelo Grêmio, sempre foi ponta ou meia-atacante, sendo IMPROVISADO algumas vezes como volante. Para ilustrar, podemos compará-lo com Rodriguinho, que por algumas vezes atuou jogou como segundo volante em 2015 e 2016, mas sempre foi um meia.

Além disso, Ramiro foi contratado para ser um possível substituto de Romero, que já estava de saída do clube. Isso não é nenhum segredo, muitos anunciaram essa comparação na sua chegada ao Parque São Jorge.

Sim, Ramiro chegou a jogar como segundo volante, mas na falta de outro jogador para a posição. Fazia parte também da ideia de Carille de jogar sem segundo volante, como tentou com Sornoza e Jadson. Ou seja, Ramiro não é volante.

Vale ressaltar a atuação do camisa 28 contra o Montevideo Wanderers, onde teve inúmeras oportunidades de gol e criou jogadas ofensivas. Ramiro é sim o substituto do meia-atacante Pedrinho.

Resumindo todo esse texto: o Corinthians não se acovardou, não ficou com 4 volantes em campo.

O recuo é uma ação natural de um time que joga na casa do adversário, em uma decisão de mata-mata, com 50 mil torcedores contra e com a vantagem do placar.

Então, nós torcedores devemos parar de olhar apenas para nomenclaturas e rótulos fixados por jornalistas e pseudo-comentaristas que querem apenas o ‘oco’ do Corinthians. Temos que analisar mais as ações dos jogadores e o próprio jogo, aquele jogado em campo, não o do papel.

E, acima de tudo, devemos apoiar e incentivar aqueles que trabalham e honram nosso manto. Gratidão também é importante.

O principal é que conquistamos a classificação e seguimos vivos na busca pelo título da Sul-Americana e do Brasileirão.

#VaiCorinthians

OBSERVAÇÃO: já analisei meus documentos e alertei meus advogados. Ao que tudo indica, estou com a documentação em dia. Não vai ser hoje que o Fluminense vai me processar.

Foto: Daniel Augusto Jr.

2 COMENTÁRIOS

  1. Às vezes tenho a sensação de que certos torcedores pegam no pé de maneira desmedida. Não que seja o técnico perfeito e que não cometa erros, mas também tem que ser elogiado quando necessário e deixar seguir o trabalho

  2. concordo com seu ponto de vista, porém ontem o Carille chamou o Fluminense pra cima realmente, o certo era por o Boselli junto com o Love e foda tbm q nem jogamos mal, perdemos mt chance…

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