Duilio Monteiro Alves Foto: Ag.Corinthians   

Corinthians aos poucos monta seu elenco para 2019 com a missão de fazer o torcedor esquecer o desempenho do segundo semestre de 2018. Dos reforços já discutidos amplamente, Ramiro e Boselli são indiscutíveis e Richard pode ser boa aposta, caso confirme seu desempenho da temporada passada pelo Fluminense. Sornoza tem potencial para dividir a criação de jogadas com Jadson e dar mais liberdade para o camisa 10, o que gera grande expectativa. Assim, o torcedor pode esperar uma equipe mais competitiva e organizada, conforme palavras do professor Carille.

Ainda especulados, podem chegar Manoel (não confirmado até o fechamento deste texto) e Vagner Love. Ambos chegariam com o rótulo de nome certo na hora errada. O forte zagueiro não é o mesmo jogador dos tempos de Atlético Paranaense (que já não tem nem este nome) e o atacante, embora pareça estar em forma, dificilmente repetirá o desempenho de 2015. Está em fase descendente na carreira e sabe também que poucos clubes abririam suas portas e cofres para ele na Europa. Fica a impressão daquele namoro antigo onde uma das partes sabe que sempre que acenar terá pouso no coração do outro. Talvez seja a hora de mudar.

Há anos o Corinthians reata estes namoros nas pré-temporadas. Tevez, Jô, Love, Dentinho, além de diversos outros jogadores que tiveram passagem significativa são ventilados temporada sim, temporada também. Com isso, ganham aquela velha projeção de pré-temporada ao cair na boca da imprensa. Seria importante que o clube pudesse respeitar a história destes atletas e a mantivesse no passado. Poucas vezes os retornos são efetivos. Via de regra acabam por travar etapas de uma necessária renovação. Assim, a melhor notícia do início de ano pra Fiel torcida pode ser a criação do elenco sub-23. Com esta categoria, jovens pouco aproveitados no time principal podem ter a chance de se acostumar com o profissional sem a pressão característica. Considerando o elenco desta edição da Copa São Paulo, diversos bons e excelentes jogadores podem pintar. Além do paradoxalmente veterano de Copinhas Fabrício Oya, Rafael Bilu (que inclusive já teve chances no profissional) além de Janderson e o excelente zagueiro Caetano podem evoluir muito numa categoria intermediária. Oya, inclusive pode ser testado no Paulistinha, com menos pressão e nível técnico bem abaixo, até pelo encavalamento do calendário. Pedrinho poderia ter evoluído muito mais rapidamente caso o time sub-23 já existisse. E ele ainda poderia disputar a Copinha caso não tivesse despontado um tanto precocemente.

O planejamento a médio e longo prazo costuma recompensar na vida e no futebol, onde o imediatismo impera. Como sempre, é necessário fazer uma escolha e caminhar com ela, sem medo do futuro.

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