Destaque do Bragantino no Campeonato Paulista de 2007, Éverton Santos recebeu ofertas de clubes de todo o Brasil e acabou fechando com o Corinthians após quase se acertar com o Palmeiras. Em entrevista ao site da ESPN.com.br, o atacante, que atualmente joga no Figueirense, relembrou o período em que foi assediado por diversos times.

“O meu telefone não parou de tocar. Meu empresário recebeu ofertas de Internacional, Grêmio, Santos, Botafogo, Fluminense, Monaco e até times da Coreia do Sul, China e Japão”, disse o jogador.

“Em uma tarde, o advogado que era sócio do meu empresário se reuniu com o Toninho Cecílio [diretor de futebol], do Palmeiras. Eles chegaram a passar as partes do contrato que teria quatro anos”, recordou.

O acordo estava praticamente selado. Poucas horas depois da conversa, Éverton estava em seu apartamento – em São José dos Campos – quando recebeu um telefonema do seu empresário.

“Ele me disse: ‘Pega um taxi agora e vem para São Paulo’. Fiquei meio chocado porque ia ficar muito caro, mas fui mesmo assim. Cheguei de madrugada em um hotel na Avenida Paulista e fizemos uma reunião com o pessoal do Corinthians”, explicou.

“Um diretor me chamou de canto e perguntou: ‘Quanto você quer ganhar?’ Eu não tinha noção e joguei o valor lá no alto com cinco anos de contrato. Eu fiquei sentado lá fora enquanto meu empresário bateu o martelo”, explicou.

No dia seguinte, a diretoria palmeirense não ficou nada feliz ao descobrir que tinha levado um chapéu do arquirrival.

“O Toninho Cecílio ficou louco atrás do meu advogado quando soube que eu tinha fechado com o Corinthians na madrugada. Quando eu fui para São Paulo eu não sabia da situação do Palmeiras. Só soube disso um tempo depois. Acho que faltou comunicação”, lamentou.

“Meus empresários me poupavam bastante porque eu era novo e tinham muitas situações. Eu não tinha culpa de nada. O que pesou foi em termos de salário e o tempo de contrato”.

Seis meses no Corinthians

O Corinthians teve um ótimo começo de Brasileiro com o técnico Paulo César Carpegiani. Com o passar das rodadas, porém, tudo começou a desmoronar depois da venda do Willian, principal jogador da equipe, ao Shakhtar.

“Eu sinto muito que cheguei ao Corinthians no momento errado, era muito difícil. Eu vinha me dando muito bem com o Willian, que já era acima da média. Ele fez muita falta para nós”.

“O treinador perdeu a mão e fomos caindo. Eu me contundi no ombro e precisei operar e perdi o final da temporada”, lamentou.

Após seguidas demissões de técnicos e no meio de uma grande crise política que terminou com a saída do presidente Alberto Duailib e a entrada de Andrés Sanchez, o Corinthians caiu para a Série B do Brasileiro.

Mesmo assim, Éverton recebeu uma oferta do PSG por meio do mesmo agente que tentou levá-lo ao Monaco. O problema é que o negócio se arrastou por causa da crise política interna do Corinthians e a transferência quase não aconteceu.

“Só conseguimos bater o martelo no último dia de janela da Europa. Eu saí do Parque São Jorge diretamente para o aeroporto e não deu tempo de me despedir de ninguém”, recordou.

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