Vagner Love, de 35 anos, foi o escolhido do Corinthians para falar sobre o protesto da torcida do Corinthians na manhã desta sexta-feira, no CT Joaquim Grava. O veterano também comentou a situação da equipe na temporada.

O Timão não vence há três jogos e precisará reverter um placar de 2 a 0 na próxima semana, contra o Independiente del Valle, no Equador, na semifinal da Copa Sul-Americana. Antes, o Corinthians enfrenta o Bahia, neste sábado, às 19h, na Arena, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro.

– Quando jogamos em casa, temos de propor o jogo, correr, nos dedicar, dividir a bola e ganhar. É o que nos cobramos. Cobro de mim e depois dos companheiros. Atitude em relação a tudo. Ter a bola, trabalhar melhor a bola, ser mais agressivo, competir mais. Isso faltou. Sem tirar os méritos do adversário, que se comportou bem e dificultou para nós. Temos que ter atitude e fazer bons jogos em casa – ponderou Love.

Vagner Love também falou sobre o protesto da Gaviões da Fiel na porta do CT Joaquim Grava. Os jogadores não tiveram contato com os uniformizados, mas ficaram cientes das cobranças.

– Não pressiona, não. Nós jogadores internamente nos cobramos. Sabemos do resultado ruim desta semana e estamos nos cobrando muito pela derrota na semifinal. Do jeito que eles estão nos cobrando, a gente também está nos cobrando. Temos que mudar a atitude. Falei depois do jogo sobre ter mais atitude, nos cobrar e fazer melhor.

Sobre invencibilidade, Love brinca: “Falei que você estavam agourando muito a gente (risos)”

De acordo com Love, a culpa precisa ser dividida entre o elenco e o técnico. Sem colocar nas costas de apenas um.

– Carille não é retranqueiro. Tivemos melhorias significantes na parada da Copa. Tínhamos números muito abaixo. Carille nos fez melhorar em vários aspectos, vários setores, a cobrança não pode cair no Carille, é em todos. Ele monta a estratégia e nós temos que executar. Não fizemos bom jogo. É 50% culpa dele, e 50% dos jogadores. Assim dividimos no Corinthians”.

Confira mais da entrevista coletiva do centroavante Vagner Love:

Declarações de Fábio Carille sobre os meninos:

“Fiquei sabendo hoje, não procuro ver esse tipo de assunto. Acho que as pessoas fantasiam muito as coisas, cobranças é para mais novos e mais velhos. Todos em busca dos mesmos objetivos. Se Carille citou Pedrinho e Vital, eles não jogam sozinhos, tem os 11, os do banco, a cobrança é para todos. Todos nós fizemos um jogo ruim e por isso perdemos por 2 a 0 em casa. Culpado é todos, os mais novos, mais velhos, comissão técnica, por termos feito as escolhas erradas. Não vejo o porquê cobrar algum jogador. A declaração do Carille não escutei, nem a do Pedrinho e Vital. Ouvi comentários. Acho que já foi bem administrado entre as partes, temos um convívio bom aqui, todos se respeitam, agora é dar continuidade ao trabalho”.

Mudanças para o jogo de volta no Equador:

“Agressivo a gente tem que ser no próximo jogo, temos que ir em busca de dois gols. Ser agressivo, jogar para frente. Primeiro vamos pensar no Bahia para depois pensar na quarta-feira. Se a questão tática tem que mudar? Não, é fazer o que a gente faz sempre. Criamos uma maneira de jogar nesta temporada. No meu modo de ver, o Corinthians sempre foi uma equipe…Em 2017 foi campeão brasileiro e se defendia muito bem, ficava com a bola, ganhava de 1 a 0, 2 a 1, e foi campeão. Corinthians tem identidade de se defender bem, sair em contra-ataque, e assim foi campeão nos últimos nove ou dez anos. Quando se cria uma maneira de jogar, tem que fazer isso. Assim podemos ser campeões das competições que estamos disputando”.

Perda da invencibilidade:

“Depois do jogo do Fluminense, tivemos o luxo de poder perder naquela situação, foi nossa primeira derrota depois da invencibilidade. Uma hora ia acontecer. Quando a gente perde, tem de assimilar a derrota e tentar fazer o que fizemos de errado nesses dois jogos e tentar melhorar. É nas derrotas que se cresce no coletivo, em relação a grupo, para fazer cosias melhores e voltar a vencer. A gente sente as últimas derrotas, a gente sente, sabe disso, a gente se cobra disso. É o momento de nos unirmos mais para que a gente possa voltar a vencer e ter uma boa reta final de campeonato”.

Chance de classificar:

“A gente tem jogos no futebol que a gente nunca imagina que a situação vai ser revertida. Neste ano mesmo na Champions, Barcelona fez 3 a 0 no Liverpool em casa, e depois eles viraram um jogo que ninguém acreditava. Futebol te dá momentos de virar situações que muitas vezes algumas pessoas não acreditam. Por viver futebol e estar no Corinthians, eu acredito muito que a gente vá conseguir essa classificação semana que vem”.

“Sim, fizemos um péssimo jogo na quarta. Futebol te deixa mudar as coisas da noite para o dia, vamos entrar concentrados, Bahia tem feito bons jogos, vamos com apoio da nossa torcida”.
Conversa entre o grupo

“A gente conversa bastante, o que a gente pensa, o que a gente acha. Coisas que não vamos passar. O que posso falar, são as cobrançass, a gente se cobra. Por a gente se gostar, por ser uma família, vamos nos cobrar para que os resultados positivos voltem. Temos que ter atitude para saber que fizemos jogos ruins e que temos que melhorar esse aspecto”.

Time de 2015 é exceção na história?

“Não sei se será difícil (ter outro igual aquele). Ia até citar 2015. No início do ano fomos eliminados no Paulista, Copa do Brasil e Libertadores. Tivemos uma pressão muito grande naquele anos, mas nos juntamos e sabíamos que tínhamos condição de conquistar algo. Nos entrosamentos, os jogadores estavam numa fase muito boa, Renato Augusto, Jadson, Ralf, Elias, e conquistamos um título jogando muita bola e fazendo muitos gols. Cada ano é uma situação diferente. Neste ano, tinha mais de 15 jogadores contratados, isso dificulta o trabalho do treinador, tem lesão, cartão e pouco tempo para trabalhar. O time de 2015 foi exceção. Neste ano conquistamos o Paulista, estamos na semifinal da Sul-Americana e no G-5 do Brasileiro. Mostra a evolução que tivemos”.

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