Manoel se firmou como titular do Corinthians e, ao lado de Gil, faz parte da defesa menos vazada do Campeonato Brasileiro. Pedido por Fábio Carille, o beque driblou a desconfiança inicial no Timão e hoje é visto como peça fundamental para o elenco alvinegro.

A questão agora é extra-campo. O vínculo de Manoel com o Corinthians termina em dezembro, ou seja, daqui a menos de três meses. O jogador de 29 anos está emprestado junto ao Cruzeiro.

Há um clima de incerteza sobre a permanência ou não do camisa 4 para a temporada 2020 em função de salário, envolvimento do Athlético-PR, situação peculiar dos cruzeirenses e valorização de mercado.

Os empresários de Manoel estão negociando com o Cruzeiro uma rescisão amigável. O clube mineiro tem contrato com o zagueiro até o fim do ano que vem, mas vive uma situação financeira caótica e não vê com maus olhos a possibilidade de se livrar de ter de pagar um salário de aproximadamente R$ 500 mil por mês.

O Cruzeiro detém 40% dos direitos econômicos de Manoel. O Athlético-PR é dono de 50% e os 10% restantes pertencem ao próprio atleta.

Caso Manoel consiga se desvincular do Cruzeiro, o jogador ficaria livre para negociar com qualquer clube, sem a necessidade de pagamento de multa para que um acordo seja selado.

O Athlético-PR tem direito a metade do valor de uma eventual venda, mas para seguir seu rumo em 2020, seja no Corinthians ou não, hoje basta o clube interessado no zagueiro chegar a um consenso com o Cruzeiro, e se esse vínculo entre jogador e a Raposa for mesmo encerrado, aí é tudo direto com os empresários de Manoel.

O Athlético-PR só será envolvido e terá voz em uma negociação caso o clube que estiver interessado no zagueiro queira adquirir uma porcentagem maior dos direitos econômicos de Manoel.

Empresários de Manoel e Corinthians devem sentar à mesa para negociar e concluir o assunto no fim de novembro. Até lá, o jogador já terá uma resposta sobre a manutenção ou não de seu vínculo com o Cruzeiro.

O atual contrato de Manoel lhe garante pelo menos R$ 5,5 milhões em 2020. A princípio, o jogador não pretende abrir mão desse valor. O cenário só muda de figura caso o Corinthians ou qualquer outro clube ofereça um contrato mais longo, a partir de três anos.

Diminuir o salário e transformar o restante em luvas que podem ser diluídas também é uma alternativa, desde que o valor final se mantenha próximo do que Manoel já tem garantido até o fim da próxima temporada.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui