23: a camisa com o espírito guerreiro de São Jorge

Nessa semana, o Corinthians apresentou seu novo uniforme número 1 para a temporada 2019/2020 e já fez sua estreia na vitória em casa sobre a Chapecoense por 1 a 0. A camisa é uma homenagem a Ronaldo Fenômeno, que estreou com o manto alvinegro 10 anos atrás.

O modelo é muito parecido com a camisa da temporada 2009, onde o Fenômeno fez sua primeira temporada no Timão. Branca com listras pretas finas e aparência simples, traz aos dias de hoje toda a magia de ter visto o maior jogador brasileiro pós Pelé jogar em nosso time do coração.

Mas o texto de hoje não é sobre a camisa em si. Se trata de outro personagem que a camisa me lembrou. Ao ver o time jogando contra a Chape, em determinado momento, vi uma imagem de costas do Fagner. A camisa de 2009 com o número 23 nas costas me fez vir à cabeça um outro jogador guerreiro e baixinho: Jorge Henrique.

Foto: Globoesporte.com

Os mais jovens que leem podem não saber quem foi, ou achar que foi só mais um jogador que passou pelo parque São Jorge. Mas os, digamos, menos novos, sabem como era se sentir representado dentro de campo.

Jorge Henrique vestiu a camisa 23 do Timão de 2009 a 2013, onde marcou 30 gols e foi essencial em diversas conquistas. Foi um dos pilares da reconstrução corinthiana após a queda desastrosa para a série B e conquistou campeonatos como a Copa do Brasil de 2009, Libertadores e Mundial de 2012.

Jorge Henrique, carrega o nome do santo guerreiro padroeiro do coringão: São Jorge. Não apenas o nome, bem como toda a garra e dedicação que todo corinthiano quer ver de um jogador. Dava carrinho, marcava o campo inteiro, brigava, lutava e não se entregava jamais! Fez grande parceria com Ronaldo e Dentinho, além de atuar com nomes como Liedson e Emerson Sheik em 2011 e 2012.

Infelizmente, Jorge Henrique, ídolo da Fiel torcida, teve seu contrato rescindido pelo Corinthians após mentir que seu filho estava doente para justificar a falta a um treino, depois de passar a noite em uma balada. Um triste fim de uma passagem vitoriosa.

A camisa 23, marcada por vestir Jorge Henrique, ficou vaga após sua saída. Porém, depois de pouco mais de 1 ano, encontrou um novo dono a altura: Fagner. O lateral direito possui o mesmo espírito guerreiro e raçudo, honrando o manto número 23. O também baixinho, não abaixa a cabeça para nenhum adversário e vai até o fim em todas as jogadas.

Talvez a camisa número 23 tenha se tornado uma espécie de templo do São Jorge guerreiro, passando para os que a vestem toda a espiritualidade e garra que um jogador corinthiano precisa, podendo perder sua honra ao menor deslize de honestidade. Espero poder vê-la em ação por mais muitos anos vestindo nosso lateral direito e que os próximos que venham a vesti-la, a honrem como Jorge.

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