Seis anos do fatídico Corinthians x "Bocarilla"

Emerson Sheik lamenta pênalti não marcado pelo árbitro Carlos Amarilla. Foto: Reinaldo Canato. 

Há exatos seis anos, pela Taça Libertadores da América, o Corinthians - na época, campeão invicto da competição - recebia o Boca Juniors, da Argentina, pelo segundo confronto das oitavas de final do torneio. Os argentinos haviam vencido o jogo da ida por 1x0, em La Bombonera, com gol de Blandi, o que jogava toda a pressão para o lado alvinegro, que decidia em São Paulo.

A equipe entrou diferente - na postura - daquela que havia sido campeã do torneio no ano antecessor e que em 2013, classificou-se, sem problemas, na liderança do grupo com 13 pontos. Era um time nervoso, que precisava da vitória e da classificação. Um elenco considerado favorito, que contava com nomes como Emerson Sheik, Danilo, Paulinho, Paolo Guerrero e o recém contratado, Alexandre Pato. Não merecia ficar de fora da competição.

Mas como o destino já trabalhava para o pior, Riquelme, numa jogada de falta ensaiada, fez o gol para os argentinos. Paulinho, no início do segundo tempo, de cabeça, deixou tudo igual e reacendeu a esperança dos Corintianos. Pato ainda teve tempo de perder um "gol feito" para delírio da Fiel Torcida. No fim, o Boca passou.

Paulinho comemora gol no empate com o Boca Juniors pelas oitavas da Libertadores de 2013. Foto: Marcos Ribolli.

Era pra ser um final, não é? NÃO! Aquele jogo foi repleto de lambanças por parte do árbitro Carlos Arecio Amarilla Demarqui, ou apenas Carlos Amarilla. Ao todo, resumidamente, em três lances claros os paulistas foram prejudicados: dois impedimentos mal marcados que resultaram em gols, além de um pênalti em que a bola bate na mão do lateral Marín, intencionalmente.

À época, surgiram comentários de "uma vontade" da Conmebol de tirar o Corinthians da competição devido ao ocorrido com o garoto Kevin Espada - atingido por um sinalizador durante um jogo na fase de grupos -, até desconfianças envolvendo a eventual "mala branca".

Dois anos depois, apareceram escutas telefônicas envolvendo o ex presidente da Federação Argentina de Futebol (AFA), Julio Grondona e Abnel Gnecco representante argentino no comitê de árbitros da Conmebol. Nelas, as conversas revelam que houve influência para a escolha de Amarilla para apitar aquele jogo e auxiliar a classificação argentina. O árbitro negou as acusações, como esperado.

Emerson recebe cartão amarelo após reclamação em pênalti não marcado. Foto: Timão Web.

A verdade é que o Corinthians chegaria forte para o bi campeonato. Era um dos favoritos ao título e, sem dúvidas, faria o favoritismo pesar a seu favor. Se o Corinthians foi recompensado de alguma forma por 2013? Não. Se foi, é apenas com a lembrança do dia 15 de maio, como "o maior roubo da história do clube", que convenhamos, não é uma boa lembrança.

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