Centroavante campeão Brasileiro pelo Corinthians em 2015 trabalha em papelaria


Poucos corinthianos se lembram do centroavante Lincom, reserva do Corinthians no título do Brasileirão de 2015. Poucos também sabem que ele está suspenso por doping por quatro anos, passou por depressão e quase foi vencido pelo álcool. Aos 35 anos, ele trabalha feliz numa papelaria que comprou com o dinheiro do futebol.

Nesta quinta-feira (09), o ex-corinthiano falou sobre isso tudo ao globoesporte.com e detalhou os momentos após ter sido flagrado no doping. "Eu estava no Santo André e, no segundo jogo do Paulistão, fiz o exame normal. Já tinha feito mais de 30 vezes. Aí continuei jogando. Acabou o campeonato, e eu fui para o Vila Nova. No segundo jogo, como titular do time, contrato bom, salário legal, eu recebi o e-mail. Eu li umas três vezes e vi que tinha sido flagrado no doping", relembrou o atleta.

"Eu fiquei mal, né? Eu tomava muita decisão errada. Perdi R$ 350 mil. Não tinha vontade de sair de casa. O pessoal me chamava para jogar, e eu não saía. Ficava tomando cerveja sem parar. Meu pai tem um bar aqui. Eu bebia da hora que chegava até a hora de dormir. E repetia todo dia essa rotina. Se eu não tivesse essa loja, local onde eu venho todos os dias, não sei o que aconteceria. Aqui eu ocupo minha cabeça, quando vejo já são 18h e está na hora de ir embora", completou Lincom.



O camisa 9 também mostra uma certa mágoa com o Corinthians. Treinado por Tite em 2015, ele foi convocado na maioria dos jogos do título Brasileiro, mas jamais teve oportunidades. A reclamação é justamente por esse motivo.

"A minha ficha caiu depois. Muitas pessoas me parabenizam pelo título brasileiro, mas eu não gosto muito não. Se eu tivesse jogado, tido a chance de errar, de chutar, de fazer alguma coisa, eu aceitaria. Mas eu não entrei, nem xingado eu fui, não tive nenhum retorno da torcida", lamentou o atacante.

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