Clayson, do Corinthians, é apenas advertido e está liberado para final do Paulistão contra o São Paulo



Em sessão especial realizada nesta quarta-feira, o atacante Clayson, do Corinthians, foi apenas advertido pelo TJD-SP (Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de São Paulo). Com isso, ele está liberado para a final do Campeonato Paulista, contra o São Paulo, neste domingo, às 16h (de Brasília), em Itaquera.

Clayson foi julgado pelo artigo 258,§ 2º,II do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que versa sobre "conduta desportiva contra à disciplina ou contra à ética" e "desrespeitar a equipe de arbitragem, contestando suas decisões", com pena variando de um a seis jogos.

Isto porque ele foi flagrado por uma câmera dizendo "chupa, Claus", em referência ao árbitro Raphael Claus, após a vitória nos pênaltis do Timão sobre o Santos, pela semifinal do Estadual, em 8 de abril.

Ele acabou punido nesta quarta com uma partida de gancho, mas a suspensão foi convertida em advertência. Cabe recurso da Procuradoria.

Agora, Clayson fica como reincidente. Se for ao Tribunal de novo dentro de seis meses, aí pode ser suspenso.

Vale lembrar que o julgamento deveria ter ocorrido na última segunda-feira, mas foi adiado a pedido do Corinthians para a próxima semana. No entanto, o TJD acabou recuando e remarcando para esta quarta, em uma sessão extra.

A Procuradoria do TJD, por meio de Vinícius Marchetti De Bellis Mascaretti, apontou Clayson como reincidente em ofensas contra a arbitragem para defender uma punição e argumentou que houve “evidente desrespeito do atleta do Corinthians ao árbitro da partida após o jogo, no túnel de acesso ao vestiário do Pacaembu”.

Dito isto, a Procuradoria prosseguiu afirmando que o ocorrido "tem nexo com a partida. Houve entrevero entre o atleta e o árbitro durante o jogo, o que deu ensejo a ofensa” e acrescentou ”conduta que o tribunal não pode aceitar”.

Durante o discurso de defesa, o advogado João Zanforlin, do Corinthians, disse que o tribunal tinha apenas o vídeo da Corinthians TV como prova e atacou: “É uma prova manca”.

Zanforlin também questionou o enquadramento no artigo 258,§ 2º,II.

"O artigo cita que a conduta tem de ter corrido dentro do campo de jogo. Não foi”, disse.

"A Procuradoria mencionou que Clayson diz 'Chupa Claus, filho da p***’. Isso não está lá, mas se estivesse teria de ser enquadrado em outro artigo”, acrescentou.

O advogado ainda questionou em sua defesa se os sete integrantes da mesa de julgamento conheciam a voz do Clayson: "Eu, que convivo com ele, não conheço”.

A sessão desta quarta-feira foi presidida por André Vinícius Alves Figueiredo.

O relator Juliano Pepe julgou aplicação de uma partida, convertida em advertência para Clayson. Depois Antônio Paulo de Souza pediu abstenção justificando ser secretário do conselho do Corinthians. Na sequência, Percival de Moura Alcântara até parabenizou a defesa de Zanforlin, mas votou por uma partida de suspensão.

Fonte: ESPN

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