Corinthians sofre penhora de Adilson Batista por época em que era jogador


Dezoito anos depois, a ação trabalhista de Adilson Batista contra o Corinthians, de quando defendeu o clube em 2000 ainda como jogador, segue rolando no Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região (TRT-2). Na quinta-feira foi publicado despacho na 21ª Vara do Trabalho do TRT-2 informando a ciência da penhora efetiva de quase R$ 150 mil das contas do Timão a favor do ex-zagueiro - nos valores de R$ 132.065,19 e R$ 16.008,89 no Bradesco e Itaú, respectivamente. Ficou remanescente R$ 2.530.448,65, ainda sem pagamento, mas segundo o informado pelo clube na decisão, teria já sido cumprido no último dia 28.

Esta penhora foi efetivada nas contas no dia 22 de fevereiro deste ano, mas pelo período de Carnaval, a notificação aos envolvidos foi publicada somente nesta quinta. A ação corre desde 2001, e teve a sentença parcialmente favorável a Adilson Batista publicada, em primeira instância, em 12 de abril de 2002 pela juíza Maria Cristina Fisch. Com os recursos ao longo dos anos, apenas em 3 de novembro de 2015 que foi dado o trânsito em julgado do caso, com os milhões a favor do autor.

O Corinthians entrou com embargos contra a penhora nas aplicações financeiras, alegando que os valores bloqueados eram para serem utilizados para o pagamento da folha de quase 800 funcionários e pedindo o parcelamento da dívida. A juíza Brígida Della Rocca Costa, de plano, rejeitou o pedido de parcelamento do clube. Decorrido o prazo de verificação, os valores já bloqueados serão liberados ao exequente Adilson Batista. O treinador, hoje em dia, está sem clube - vale lembrar que ele durante a vigência da ação trabalhista voltou ao Timão, como técnico, em 2010.

Postar um comentário

0 Comentários