Entenda os motivos para o Corinthians contratar Vilson para a vaga de Alessandro



O primeiro dia de trabalho em 2019 no CT Joaquim Grava foi bastante movimentado. Apresentações, anúncios, chegadas, saídas, com direito a entrevista de membros de diversos setores do clube. Mas, nada chamou mais atenção do que a nomeação de Vilson para o cargo então ocupado por Alessandro nos últimos cinco anos.

É verdade que a responsabilidade será dividida com Emerson Sheik, mas, na prática, as atribuições são bem distintas e estão alinhadas com a dupla.

A ideia da diretoria corintiana é usar o moral e estilo mais ‘boleiro’ do ex-atacante no dia-a-dia, como um elo entre atletas, comissão técnica, cartolas e jornalistas. Sheik é respeitado por todos e desde que as conversas nesse sentido foram iniciadas nunca houve qualquer movimento de rejeição. A confirmação veio nessa quinta e não foi encarada como surpresa.

Por outro lado, Vilson encabeçará a missão de tocar o planejamento do futebol do Corinthians ao lado do diretor Duílio Monteiro Alves e do diretor-adjunto Jorge Kalil. O ex-zagueiro ficará à frente de negociações em geral, seja para contratações, renovações ou medidas mais drásticas, como rescisões e cobranças disciplinares.

O grande questionamento de boa parte da torcida corintiana sobre a escolha se dá pela falta de identificação de Vilson com a própria Fiel, bem diferente do que se tinha com Alessandro e William Capita, por exemplo, e com o que se tem agora com Emerson Sheik.

Apesar de ter feito parte das conquistas dos Campeonatos Paulistas de 2017 e 2018 e do Campeonato Brasileiro de 2018, o ex-zagueiro participou de apenas 23 com a camisa alvinegra. Foram duas cirurgias no joelho e uma aposentadoria forçada antes do que se imaginava. Conclusão: Vilson passou mais tempo no departamento médico do que em campo enquanto atleta do Timão.

O ponto é chave é: se Vilson carece de uma relação mais afetiva com os torcedores, internamente o novo gerente de futebol é bastante respeitado e admirado. A reportagem da Gazeta Esportiva conversou com uma pessoa que trabalha junto a atletas, comissão técnica e diretoria há muitos anos para entender a situação.

A sensação nos bastidores do clube é de Vilson é uma pessoa “acima da média” entre os jogadores, “ponderado” e “inteligente”. Durante a entrevista coletiva desta quinta, Duílio chegou a usar a palavra “diferenciado” para citar seu novo companheiro no departamento.

A opção por Vilson também foi bem aceita pelo presidente Andrés Sanchez, e o que se espera a partir de agora é que Vilson mostre todo seu potencial. Para as pessoas do clube, o cargo de gerente de futebol está bem preenchido. A expectativa é de que, aos poucos, o torcedor se acostume com o novo dirigente e uma relação mais estreita, de confiança, que faltou à época de atleta, se crie nesse novo ciclo.

Fonte: Gazeta Esportiva

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