Carille revela que ídolo da Fiel influenciou a sua volta ao Corinthians; saiba


O técnico Fábio Carille está de volta ao Corinthians. Nesta quinta-feira o treinador de 45 anos retornou ao trabalho no clube depois de uma passagem de sete meses pelo Al Wehda, da Árabia Saudita, e na primeira entrevista coletiva, afirmou que entre os fatores que pesaram para a sua decisão de retomar a função está uma conversa que teve meses atrás com o ex-atacante Ronaldo.

Carille dirigiu o time em 2017 e no começo de 2018. A gestão ficou marcada por dois títulos paulistas e a conquista do Campeonato Brasileiro, em 2017. A passagem anterior iniciou com o Corinthians desacreditado e com discurso humilde, postura que o técnico quer resgatar nesse novo trabalho. "É o mesmo discurso da época. É passo a passo, dia a dia, não adianta falar de títulos se ainda não temos um time. Pensar na coisa bem organizada dentro de campo", afirmou.

Apesar de ter apreciado a passagem pela Arábia Saudita, Carille conta que quatro fatores pesaram na decisão de romper o contato com o Al Wehda e voltar depois de menos de um ano. O pedido da torcida, a influência do seu empresário, Paulo Pitombeira, e do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, se somaram à conversa com o ídolo da equipe, o ex-atacante Ronaldo.

"O Ronaldo é uma pessoa que eu respeito e de quem escuto muito a opinião. Confio muito nele. É um grande amigo. Então, foram quatro fatores: torcida, Pitombeira, Andrés e Ronaldo", explicou. Carille assinou contrato por duas temporadas e iniciou nesta quinta-feira o trabalho, na reapresentação do elenco. O time já fez treinos no gramado para iniciar a preparação para a estreia no Estadual, dia 20, contra o São Caetano.

Carille retorna ao clube com grande parte da sua comissão técnica. Voltam ao Corinthians o auxiliar técnico Leandro da Silva, conhecido como Cuca, o preparador físico Walmir Cruz, o observador Mauro da Silva e o analista Dênis Lupp. A exceção é o preparador de goleiros Mauri Lima, que continua no Al-Wehda.

O técnico do Corinthians afirmou que neste início de temporada terá de lidar com problemas parecidos aos do início do seu trabalho, em 2017, como o descrédito da torcida com alguns dos jogadores do plantel. "Acho que é muito parecido, lembro o quanto Jô era questionado, assim como o Balbuena também. Eu não desisto de ninguém, todos vão trabalhar forte. Vou trabalhar para todos cumprirem as ordens, seja com ou sem a bola. Acho que o grupo está muito parecido com o começo de 2017. Será um ótimo trabalho", explicou.

Fonte: Estadão

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